Actualização salarial prioritária nas <em>Pirites</em>

Em plenário realizado dia 6, os trabalhadores das Pirites Alentejanas decidiram solicitar uma reunião urgente ao ministro da Economia, «em qualquer dia, incluindo o dia de Natal», para poderem entrar no novo ano com novos salários e para que em 2006 termine a sucessão de obstáculos à retoma da exploração nas minas de Aljustrel.
Foi reafirmada a «disposição de luta, com o objectivo prioritário de actualização salarial, porque não podem os trabalhadores continuar a ser penalizados por culpas que não são suas», refere-se no comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira. O STIM/CGTP-IN divulga o texto da comunicação enviada a Manuel Pinho, que começa por citar a resposta do ministro a um requerimento do deputado comunista José Soeiro. O titular da pasta da Economia referiu «o facto da Somincor fazer parte do grupo que actualmente detém a concessão das Pirites Alentejanas e, portanto, haver também a vantagem de se terem potenciado e criado sinergias para a exploração rentável do importante pólo de cobre e de zinco da faixa piritosa do Alentejo», o que dá ao sindicato motivos acrescidos para se interrogar sobre os motivos por que «apenas se fala do zinco» para Aljustrel.
Na carta ao ministro recorda-se que o parecer prévio das organizações representativas dos trabalhadores era uma obrigação legal que não foi cumprida quando a EDM, holding do Estado para o sector mineiro, alienou as Pirites à multinacional Eurozinc. Em Janeiro de 2002, a EDM veio apenas dizer que a decisão fora tomada porque assim seria «mais fácil arrancar o projecto de extracção».
Mas, lembra o STIM, em 2001 a EDM e o Governo da altura «haviam dado um prazo à Eurozinc, até ao final do ano, para arranjar financiamentos» para a retoma da extracção, pelo que seria de pressupor que essa condição estivesse já satisfeita quando da entrega da parte da EDM à Eurozinc. Ora, em 2005, veio a Eurozinc dizer que aguarda financiamentos...
Há poucas semanas, numa reunião no Governo Civil de Beja, já a empresa dizia que «apenas» falta o estudo ambiental. «Sendo assim, como entender que a administração continue a querer tratar em exclusivo a organização dos horários de trabalho», pergunta o sindicato, notando que, quanto a esta matéria, «há condições para acordo».


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